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sexta-feira, 24 de junho de 2011
O DESTRUIDOR DA FÉ.
“tomai também o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dados inflamados do maligno”. Efésios 6.16.
Como vai a sua fé? Sabe, faço esta pergunta, pois tenho me deparado ultimamente com a triste realidade de que muita gente esta entrando em crise em relação a sua fé.
E não é difícil descobrir o por que, nestes últimos tempos o inimigo tem trabalhado arduamente para destruir a fé de muitas pessoas, pois, pessoas de fé são pessoas vitoriosas, são pessoas intimas de Deus, são pessoas usadas por Deus. E isso é tudo o que o inimigo não quer!
Por isso a Bíblia nos exorta em Efésios a “tomar o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno”, mas, que “dardos” são estes? Espiritualmente falando são as artimanhas que o inimigo usa para destruir nossa fé, principalmente palavras, idéias, pessoas, atitudes e tudo aquilo que possa “incendiar” a duvida, a incredulidade, a apatia espiritual em nossa vida.
É interessante notar que mesmo após milhares de anos da tentação do Éden o inimigo continua usando com eficácia os mesmos “dardos” ou artimanhas que usou contra Adão e Eva.
Vejamos em Gênesis 3 como isso se deu:
Deus havia dado uma ordem, um mandamento claro para o casal: “de todas as arvores do jardim podem comer livremente, porém a que esta no meio do jardim, não comeras, pois o dia que comerdes certamente morreras” este foi o primeiro mandamento, foi a primeira ordem da Palavra de Deus dada a Adão e Eva.
Porém na tentação, aquilo que na boca de Deus era verdade e certeza, na boca do tentador saiu em tom duvida: “foi assim que Deus disse: de nenhum fruto comeras?” o primeiro “dardo”, a primeira artimanha maligna foi lançar duvidas sobre a Palavra de Deus.
Não satisfeito com isso, ele parte para o segundo “dardo”, desmentir diretamente o que Deus disse. Deus havia afirmado que no dia que comessem do fruto proibido “certamente morreras”, o diabo, porém, teve a “cara de pau” de afirmar para Eva: “certamente vocês não morrerão!”.
E a terceira e ultima seta foi colocar duvidas sobre o caráter e as intenções de Deus: “Deus sabe que o dia que vocês comerem, seus olhos se abrirão e vocês serão como Deus, conhecedores do bem e do mal”.
Será que ainda hoje o inimigo não continua usando estes mesmos “dardos inflamados” estas mesmas estratégias para destruir a fé de muitos? Claro que sim!
Hoje o diabo tem usado a mídia, escritores, cientistas e até pseudo - religiosos para jogar duvidas sobre a Palavra de Deus, sobre a existência de Deus e a pessoa de Jesus Cristo.
Já reparou o numero de livros, artigos de revistas, documentários, estudos científicos que tem sido elaborados ultimamente com o objetivo claro de desqualificar a Bíblia como Palavra de Deus, lançar duvidas sobre a existência de Deus e “desmistificar” a pessoa de Cristo como filho de Deus?
O diabo no Éden abertamente chamou Deus de mentiroso, dizendo que era mentira a afirmação de Deus “certamente morreras”, e hoje não é diferente: livros, programas televisivos, estudos científicos, muitas vezes, tem esta mesma postura, querem afirmar peremptoriamente por seus estudos, descobertas e filosofias que o que a Palavra de Deus diz não é verdade!
E quanta gente tem tido sua fé destruída pelas duvidas criadas por estas setas do maligno! Pois “a fé vem pelo ouvir, e ouvir a Palavra de Deus” (Romanos 10.17).
Mas, que fé poderá surgir ou sobreviver se tem sido lançado duvidas sobre a veracidade desta Palavra e sobre o caráter e existência do Deus desta Palavra? O inimigo é muito astuto! E infelizmente esta astúcia tem varrido a fé de muitos corações.
“Vocês serão como Deus”, esta também continua sendo a tentadora proposta do inimigo da que os homens se “auto-endeuzem” e abandonem sua fé no criador.Hoje temos visto, por exemplo, a ciência muitas vezes tentando se colocar na posição de deusa, onisciente e onipotente, declarando não existir um Deus Criador e que é o homem que terá todas as respostas e soluções para a humanidade, no entanto, quanto mais ela se endeuza e tenta desmentir e desqualificar o criador, mais o mundo se torna um lugar mais difícil de se viver, pois conhecimento sem fé em Deus é igual a viver em um mundo parecido com o inferno.
Então qual a saída? Continuar crendo! Mesmo sem ver, mesmo sem compreender, mesmo contra todas as argumentações, aparentemente, lógicas e verdadeiras precisamos continuar a crer em Deus e em sua Palavra. Ela própria nos recomenda em I Pedro 5.8,9: estejam alertas e vigiem. O Diabo, o inimigo de vocês, anda em redor como leão, rugindo e procurando a quem possa tragar. Resistam-lhe firmes na fé...”, a única maneira de defender a nossa fé e exatamente abraçando e perseverando na fé! Pois a fé e crer no que não vemos (Hebreus 11.1;Romanos 8.24,25) crer mesmo quando excede nosso entendimento(efésios 3.19; filipenses 4.7) continuar firma na fé mesmo ante as circunstancias desfavoráveis (Romanos 4.18-21).
Então, feche os seus ouvidos e o seu coração para todas as argumentações, sofismas, “dardos inflamados” do inimigo e fique firme na fé, lançando fora toda dúvida e revestindo-se de toda armadura de Deus, crendo firmemente nEle e em sua Palavra para ser vitorioso na fé neste mundo que jaz no maligno e que cada vez mais é inimigo da fé.
“revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau, e havendo feito tudo, permanecer firmes” Efésios 6.13.
Que o amor e a Graça de Deus estejam convosco!
André Senhorino.
NÃO DEIXE O INIMIGO DESTRUIR SUA FÉ, ASSISTA AO CLIP DE HOJE E NUNCA PARE DE LUTAR!
quarta-feira, 15 de junho de 2011
SUA ESPIRITUALIDADE É REAL?
O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam — isto proclamamos a respeito da Palavra da vida. I JOÃO 1.1.
"DOCETISMO" não, não tem nada haver com doces! docetismo era uma heresia que defendia que o corpo de Cristo era uma ilusão, um espirito que tinha um corpo que "parecia" (dai vem o nome Docetismo (do grego δοκέω [dokeō], "para parecer"), ou seja negavam sua natureza humana, que Ele tenha sentido fome, sede, dor etc...diziam que sua crucificação foi uma encenação, pois Ele não sentiu nenhuma dor, não houve nenhum sofrimento, pois Ele só "parecia" humano, mas não era humano!
Foi também para combater esta heresia que o apóstolo João escreveu seu Evangelho e suas epistolas.
È interessante notar que o Evangelho de João e sua Epistola começam de maneira muito parecidas, derrubando por terra as teorias docetistas, em I João 1. 1 vemos claramente isso quando ele diz: "O que era desde o princípio, o que ,ouvimos o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam — isto proclamamos a respeito da Palavra da vida". João diz que eles "ouviram", "viram" e também "sentiram" , "tocaram" o verbo, a Palavra da vida, ou seja, Jesus.
Cristo não "parecia" real, Ele era e é, real!
Mas o que eu quero abordar, não é a realidade da existencia de Cristo seja como Deus, seja como o Cristo encarnado, mas, a nossa fé,a nossa espiritualidade.Sua fé, sua espiritualidade, ela é real? O que as pessoas ouvem ou vêem em sua vida pode ser “apalpada”, “tocada”? ou não passa de uma ilusão de ótica?
Reparou nas imagens que coloquei neste texto? Elas não estão aqui por acaso. Olhe atentamente para elas e você ira ver que elas se movem e tem bolinhas que mudam de cor.
Não, não é mágica, truque de computação, animação gráfica, nada disso! É pura ilusão de ótica! Os seus olhos estão te pregando uma peça, “parece”que elas se movem, porém, continuam estaticas.
Isto ilustra muito bem a espiritualidade de muitos crentes. Parece que vivemos um “docetismo” as avessas, somos reais como humanos, mas uma ilusão em termos espirituais.
As pessoas nos vêem, nos ouvem, mas não conseguem “apalpar”, “tocar” a nossa espiritualidade. Temos uma fé, uma espiritualidade que não resiste a um olhar mais próxima, uma visita aos “bastidores” da nossa vida.
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| de que cor são as bolinhas entre os quadradinhos? |
Pregamos amor, mas cultivamos a inimizade; falamos em perdão, porém, valorizamos a magoa; dizemos que devemos fazer o bem ao próximo, no entanto, fechamos constantemente os olhos para o sofrimento do outro; e eu poderia dar aqui outros exemplos.
Que tipo de espiritualidade, nós estamos temos? A real? “apalpavel”? ou Aquela que “parece” mas não é?
O mundo quer ter a certeza que a fé professamos não é mero discurso, querem realmente crer que a imagem de espiritualidade que passamos não é mero jogo de cena, mas algo que pode ser constatado com fatos em nossa vida diária.
Que a graça de Cristo esteja convosco!
André Senhorino.
sábado, 28 de maio de 2011
DEUS REPONDE AS ORAÇÕES?
Como fizemos na semana passada, neste fim de semana, eu gostaria de postar mais um grande sermão de um grande pregador, que prega a Palavra de Deus e segundo o espírito da reforma protestante.
Dwight Lyman Moody , nasceu em 5 de fevereiro de 1837 e faleceu em 22 de Dezembro de 1899, também conhecido como D.L. Moody, foi um grande evangelista ganhador de almas ,americano que fundou a Igreja Moody, a Escola Northfield, a Escola Mount Hermon em Massachusetts (agora chamada Escola Northfield Mount Hermon), o Instituto Bíblico Moody e a Moody Press.
E é com prazer que transcrevo o sermão deste grande servo de Deus!
DEUS REPONDE AS ORAÇÕES?
"Eu suponho que não exista nos lábios cristãos nenhuma palavra tão freqüentemente dita nos dias atuais como a palavra “oração” e que não haja ninguém neste templo, que não pensou muitas vezes durante as últimas quarenta e oito horas na importância de orar.
Durante esta semana de oração, são muitos os que não apenas estão pensando, mas falando a respeito disso. Quando há um interesse especial e um despertamento na comunidade sobre o assunto religioso, então muitos cépticos e infiéis, muitos meros professores de cristianismo – e nós não os julgaremos – começam a falar contra a oração.
Eles dizem: “O Criador deste mundo não vai mudar seus planos por causa dessas orações. O mundo segue em frente. Você não pode persuadir a Deus para mudar Sua mente e Sua conduta”. Você ouve isso de todos os lados. Os jovens convertidos ouvem isto. Eu não tenho dúvidas de que muitos estão vacilando e quando se ajoelham ainda dizem: "De fato Deus responde a oração? Existe algo de verdade nisso?
Eu creio que nesta semana de oração seria muito bom tomar a palavra “oração” e percorrer suas pegadas através da Bíblia. Não vamos ler sobre qualquer outra coisa. Eu penso que vocês ficariam perfeitamente assombrados se eu tomasse a palavra “oração” e contasse onde estão registrados os casos de pessoas orando e Deus respondendo suas orações, na Bíblia.
Muitos acham que são apenas os completamente justos e puros que oram. Mas vocês devem se lembrar daquele que orou desta forma, “ Senhor, lembra-te de mim, quando estiveres em Teu Reino”. Vocês também se lembrarão que Cristo respondeu a oração do ladrão moribundo.
Nós não podemos a não ser concordar que todo homem de Deus citado na Bíblia era um homem de oração. Vocês têm, por isso, uma autoridade e encorajamento para pedir a Deus que ouça suas orações e suas orações em favor de outros, como nós diariamente ensinamos para fazer. Muitos estão surpresos com estes pedidos. Mas muitas mães e pais estão regozijando-se porque eles os enviaram para cá. As orações oferecidas aqui têm sido respondidas e seus filhos têm sido salvos.
Noite passada eu estava mais convicto em minha visão mais do que nunca a respeito do poder da oração. “Isto é muito excitante” alguns dizem, “Apelos sérios só funcionam quando tocam o sentimento das pessoas e movem seus impulsos fazendo-as inquietas e ansiosas.” Agora, por exemplo, não foi nada dito na noite passada digno de menção, e eu nunca estive mais desgostoso comigo mesmo do que no domingo à noite. Parecia como se eu não pudesse pregar o Evangelho, como se minha língua não conseguisse falar. Mas mesmo assim o número de decisões foi extraordinário.
Na noite passada, quando não havia ninguém falando em absoluto, e assim que eu entrei e perguntei se algum decidido poderia seguir-me para dentro da sala de decisão, tomando uns poucos comigo, e esperando voltar e levar mais alguns, quando eu vi estes, o número era tão grande que saí sem dizer de que não precisavam retornar. Vi centenas de decididos na última noite, e houve de 50 a 70 que ainda ficaram de fora, porque tive que fechar a porta, pois seria impossível de atender a todos.
Muitos dos que não estiveram nas reuniões, converteram-se em seus próprios lares. Deus está trabalhando, não nós. Oh! que bom seria se nós pudéssemos continuar com o rosto no pó e cada um de nós ficasse fora do Seu caminho, para deixar apenas Deus trabalhar. Seria bem mais fácil para Ele entrar em cada habitação em Edinburgo, e para convencer e converter dez milhares de almas.
Examinem Filipenses 4:6 “Não estejais inquietos por coisa alguma, mas em tudo dai graças – marquem bem isto: pela oração e súplica, com ações de graças, deixem as vossas petições serem conhecidas diante de Deus. Ele não diz que responderá a todas, mas diz: E a paz de Deus, que excede a todo entendimento, guardará vossos corações e vossas mentes em Jesus Cristo.”
Ele nos diz para fazer nosso querer conhecido, para fazer nossas petições conhecidas dEle, pela oração e súplica. É certo vir e fazer nossas petições conhecidas. Ele nos tem dito para vir e orar pela conversão das almas.
É dito por muitas pessoas que Deus não faz nada de extraordinário em responder orações; que o Deus da natureza continua em frente e nunca muda seus decretos. Leiam em II Reis, os seis primeiros versos do capítulo 20, e vejam: Naqueles dias estava Ezequias doente para morrer. E o profeta Isaías, filho de Amós, veio até ele e disse-lhe: “Assim diz o Senhor, põe a tua casa em ordem, porque tu morrerás e não viverás. Então ele voltou sua face contra a parede e orou ao Senhor, dizendo: Eu imploro a Ti, Ó Senhor, lembra de como andei diante de Ti em verdade e com um coração perfeito, e fiz o que era bom a Tua vista. E Ezequias chorou muitíssimo. E aconteceu que Isaías ainda não tinha saído do meio da corte, quando a palavra do Senhor veio a ele dizendo: Volta e dize a Ezequias, o capitão do meu povo: Assim diz o Senhor, o Deus de Davi, teu pai, Eu ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas, eis que eu sararei a ti, e ao terceiro dia subirás à Casa do Senhor e eu adicionarei aos teus dias mais 15 anos; e Eu livrarei a ti e a esta cidade das mãos do Rei da Assíria; e Eu defenderei esta cidade por amor de Mim, e por amor de meu servo Davi.
Isto não foi uma resposta direta à oração?
Ezequias estava tão somente orando por sua vida; nós estamos reunidos aqui para orar pela vida de outros, e não pelo que é temporal, senão pelo bem estar eterno. Ele não estava orando pela causa de Cristo como nós estamos fazendo, mas nós podemos vir hoje e pedir a Deus para salvar as almas dos homens em nome de Cristo, não em favor de nossa causa, mas pela causa de Seu mui amado Filho. Ele ama exaltar este Filho, e ver Cristo exaltado. Nós podemos entrar na Sua presença agora e pedir a Ele para salvar as almas, que isto vai trazer glória e honra ao Filho do Seu seio, e glória e honra para o Filho, que ele se deleita exaltar. "Eu irei", Ele diz para Ezequias, "Defender a cidade por amor de mim, e por amor de meu servo Davi". Isto é apenas um caso.
Veja também Daniel orando. Foram suas orações que trouxeram de volta os judeus para Jerusalém. Foram suas orações que levaram Nabucodonozor a conhecer o Deus de Israel, e foram elas que trouxeram Gabriel do céu para dizer-lhe que era grandemente mui amado. Ele tinha poder com Deus.
Veja também como Deus respondeu às orações de Jacó e às de Isaque. Por toda a Bíblia nós temos registros de respostas de orações. Seria terrível pensar que Deus não tem prazer em responder orações.
Voltem ao capítulo 20 de II Crônicas. Ali nós lemos que os moabitas, os amonitas e outros subiam contra Josafá; ele estava com medo e se pôs a buscar o Senhor, e que mais tarde Judá se ajuntou também para pedir ajuda ao Senhor. É isto que nós queremos – buscar a Deus não apenas aqui nesta assembléia pública, mas sozinhos. Se você tem um amigo não convertido e está ansioso que ele deveria ser salvo, vá e diga isso em secreto a Jesus, e se a bênção não vier - igual a Josafá - gaste alguns dias em jejum, e oração e se humilhação.
“Se o mal vier sobre nós, como a espada, juízo, pestilência ou fome, nós nos apresentaremos diante desta casa, e na Tua presença e clamaremos diante de Ti em nossa aflição, e então Tu nos ouvirás e nos ajudarás.
Quando eu sair pelas ruas, e vir as terríveis perversidades, e blasfêmias, e embriaguês que estão no meio delas, e parecer tudo escuro, mas eu ainda posso olhar para cima e pensar que Deus pode repreender estas negras ondas do pecado e iniqüidade. Vamos orar para que Deus queira abençoar esta pátria [o Brasil], abençoar e salvar todo o povo [brasileiro]. Seria algo gandioso para nós, mas muito pequeno para Deus. Que o Senhor possa dar-nos fé!"
Mensagem pregada por
Dwight Lyman Moody numa reunião vespertina de oração
em Edinburgo, Escócia, no dia 06 de janeiro de 1874.
Dwight Lyman Moody , nasceu em 5 de fevereiro de 1837 e faleceu em 22 de Dezembro de 1899, também conhecido como D.L. Moody, foi um grande evangelista ganhador de almas ,americano que fundou a Igreja Moody, a Escola Northfield, a Escola Mount Hermon em Massachusetts (agora chamada Escola Northfield Mount Hermon), o Instituto Bíblico Moody e a Moody Press.
E é com prazer que transcrevo o sermão deste grande servo de Deus!
DEUS REPONDE AS ORAÇÕES?
"Eu suponho que não exista nos lábios cristãos nenhuma palavra tão freqüentemente dita nos dias atuais como a palavra “oração” e que não haja ninguém neste templo, que não pensou muitas vezes durante as últimas quarenta e oito horas na importância de orar.
Durante esta semana de oração, são muitos os que não apenas estão pensando, mas falando a respeito disso. Quando há um interesse especial e um despertamento na comunidade sobre o assunto religioso, então muitos cépticos e infiéis, muitos meros professores de cristianismo – e nós não os julgaremos – começam a falar contra a oração.
Eles dizem: “O Criador deste mundo não vai mudar seus planos por causa dessas orações. O mundo segue em frente. Você não pode persuadir a Deus para mudar Sua mente e Sua conduta”. Você ouve isso de todos os lados. Os jovens convertidos ouvem isto. Eu não tenho dúvidas de que muitos estão vacilando e quando se ajoelham ainda dizem: "De fato Deus responde a oração? Existe algo de verdade nisso?
Eu creio que nesta semana de oração seria muito bom tomar a palavra “oração” e percorrer suas pegadas através da Bíblia. Não vamos ler sobre qualquer outra coisa. Eu penso que vocês ficariam perfeitamente assombrados se eu tomasse a palavra “oração” e contasse onde estão registrados os casos de pessoas orando e Deus respondendo suas orações, na Bíblia.
Muitos acham que são apenas os completamente justos e puros que oram. Mas vocês devem se lembrar daquele que orou desta forma, “ Senhor, lembra-te de mim, quando estiveres em Teu Reino”. Vocês também se lembrarão que Cristo respondeu a oração do ladrão moribundo.
Nós não podemos a não ser concordar que todo homem de Deus citado na Bíblia era um homem de oração. Vocês têm, por isso, uma autoridade e encorajamento para pedir a Deus que ouça suas orações e suas orações em favor de outros, como nós diariamente ensinamos para fazer. Muitos estão surpresos com estes pedidos. Mas muitas mães e pais estão regozijando-se porque eles os enviaram para cá. As orações oferecidas aqui têm sido respondidas e seus filhos têm sido salvos.
Noite passada eu estava mais convicto em minha visão mais do que nunca a respeito do poder da oração. “Isto é muito excitante” alguns dizem, “Apelos sérios só funcionam quando tocam o sentimento das pessoas e movem seus impulsos fazendo-as inquietas e ansiosas.” Agora, por exemplo, não foi nada dito na noite passada digno de menção, e eu nunca estive mais desgostoso comigo mesmo do que no domingo à noite. Parecia como se eu não pudesse pregar o Evangelho, como se minha língua não conseguisse falar. Mas mesmo assim o número de decisões foi extraordinário.
Na noite passada, quando não havia ninguém falando em absoluto, e assim que eu entrei e perguntei se algum decidido poderia seguir-me para dentro da sala de decisão, tomando uns poucos comigo, e esperando voltar e levar mais alguns, quando eu vi estes, o número era tão grande que saí sem dizer de que não precisavam retornar. Vi centenas de decididos na última noite, e houve de 50 a 70 que ainda ficaram de fora, porque tive que fechar a porta, pois seria impossível de atender a todos.
Muitos dos que não estiveram nas reuniões, converteram-se em seus próprios lares. Deus está trabalhando, não nós. Oh! que bom seria se nós pudéssemos continuar com o rosto no pó e cada um de nós ficasse fora do Seu caminho, para deixar apenas Deus trabalhar. Seria bem mais fácil para Ele entrar em cada habitação em Edinburgo, e para convencer e converter dez milhares de almas.
Examinem Filipenses 4:6 “Não estejais inquietos por coisa alguma, mas em tudo dai graças – marquem bem isto: pela oração e súplica, com ações de graças, deixem as vossas petições serem conhecidas diante de Deus. Ele não diz que responderá a todas, mas diz: E a paz de Deus, que excede a todo entendimento, guardará vossos corações e vossas mentes em Jesus Cristo.”
Ele nos diz para fazer nosso querer conhecido, para fazer nossas petições conhecidas dEle, pela oração e súplica. É certo vir e fazer nossas petições conhecidas. Ele nos tem dito para vir e orar pela conversão das almas.
É dito por muitas pessoas que Deus não faz nada de extraordinário em responder orações; que o Deus da natureza continua em frente e nunca muda seus decretos. Leiam em II Reis, os seis primeiros versos do capítulo 20, e vejam: Naqueles dias estava Ezequias doente para morrer. E o profeta Isaías, filho de Amós, veio até ele e disse-lhe: “Assim diz o Senhor, põe a tua casa em ordem, porque tu morrerás e não viverás. Então ele voltou sua face contra a parede e orou ao Senhor, dizendo: Eu imploro a Ti, Ó Senhor, lembra de como andei diante de Ti em verdade e com um coração perfeito, e fiz o que era bom a Tua vista. E Ezequias chorou muitíssimo. E aconteceu que Isaías ainda não tinha saído do meio da corte, quando a palavra do Senhor veio a ele dizendo: Volta e dize a Ezequias, o capitão do meu povo: Assim diz o Senhor, o Deus de Davi, teu pai, Eu ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas, eis que eu sararei a ti, e ao terceiro dia subirás à Casa do Senhor e eu adicionarei aos teus dias mais 15 anos; e Eu livrarei a ti e a esta cidade das mãos do Rei da Assíria; e Eu defenderei esta cidade por amor de Mim, e por amor de meu servo Davi.
Isto não foi uma resposta direta à oração?
Ezequias estava tão somente orando por sua vida; nós estamos reunidos aqui para orar pela vida de outros, e não pelo que é temporal, senão pelo bem estar eterno. Ele não estava orando pela causa de Cristo como nós estamos fazendo, mas nós podemos vir hoje e pedir a Deus para salvar as almas dos homens em nome de Cristo, não em favor de nossa causa, mas pela causa de Seu mui amado Filho. Ele ama exaltar este Filho, e ver Cristo exaltado. Nós podemos entrar na Sua presença agora e pedir a Ele para salvar as almas, que isto vai trazer glória e honra ao Filho do Seu seio, e glória e honra para o Filho, que ele se deleita exaltar. "Eu irei", Ele diz para Ezequias, "Defender a cidade por amor de mim, e por amor de meu servo Davi". Isto é apenas um caso.
Veja também Daniel orando. Foram suas orações que trouxeram de volta os judeus para Jerusalém. Foram suas orações que levaram Nabucodonozor a conhecer o Deus de Israel, e foram elas que trouxeram Gabriel do céu para dizer-lhe que era grandemente mui amado. Ele tinha poder com Deus.
Veja também como Deus respondeu às orações de Jacó e às de Isaque. Por toda a Bíblia nós temos registros de respostas de orações. Seria terrível pensar que Deus não tem prazer em responder orações.
Voltem ao capítulo 20 de II Crônicas. Ali nós lemos que os moabitas, os amonitas e outros subiam contra Josafá; ele estava com medo e se pôs a buscar o Senhor, e que mais tarde Judá se ajuntou também para pedir ajuda ao Senhor. É isto que nós queremos – buscar a Deus não apenas aqui nesta assembléia pública, mas sozinhos. Se você tem um amigo não convertido e está ansioso que ele deveria ser salvo, vá e diga isso em secreto a Jesus, e se a bênção não vier - igual a Josafá - gaste alguns dias em jejum, e oração e se humilhação.
“Se o mal vier sobre nós, como a espada, juízo, pestilência ou fome, nós nos apresentaremos diante desta casa, e na Tua presença e clamaremos diante de Ti em nossa aflição, e então Tu nos ouvirás e nos ajudarás.
Quando eu sair pelas ruas, e vir as terríveis perversidades, e blasfêmias, e embriaguês que estão no meio delas, e parecer tudo escuro, mas eu ainda posso olhar para cima e pensar que Deus pode repreender estas negras ondas do pecado e iniqüidade. Vamos orar para que Deus queira abençoar esta pátria [o Brasil], abençoar e salvar todo o povo [brasileiro]. Seria algo gandioso para nós, mas muito pequeno para Deus. Que o Senhor possa dar-nos fé!"
Mensagem pregada por
Dwight Lyman Moody numa reunião vespertina de oração
em Edinburgo, Escócia, no dia 06 de janeiro de 1874.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
QUE “QUALIDADE” DE CRENTE É VOCÊ?
Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados.
Mas espero que entendam que nós não somos reprovados.
Ora, rogamos a Deus que não façais mal algum, não para que nós pareçamos aprovados, mas que vós façais o bem, embora nós sejamos como reprovados.
Porque nada podemos contra a verdade, porém, a favor da verdade.
II CORINTIOS 13.5-8.
Hoje pela manhã enquanto fazia minha meditação lendo este texto de II aos corintios quando o apostolo fala aos crentes de Corinto: “Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos” lembrei-me do dialogo que ouvi algum tempo atrás entre dois irmãos, onde um deles, em tom de brincadeira, disse ao outro : que isso irmão! Que “qualidade” de crente é você? Apesar da brincadeira, hoje relembrei este dialogo de maneira muito reflexiva: que tipo, de que “qualidade” tem sido a minha fé?
Sabe, um dos fatores negativos da revolução industrial foi que, se por um lado começo-se a produzir em larga escala, ou seja, em quantidade, por outro, tudo isso teve um efeito colateral: a queda do padrão da qualidade. Você há de concordar comigo que uma roupa feita de maneira exclusiva e com mais cuidado por uma costureira ou um alfaiate, tem uma qualidade muito superior às produzidas em massa nas industrias?
E parece que esta cultura da quantidade em detrimento da qualidade chegou também a nossa vida cristã: fazemos muita coisa, falamos muita coisa, vamos muito a igreja, contribuímos muito, queremos fazer muito, porém, quando paramos e fazemos como Paulo nos exorta: “examinai-vos...provai a vos mesmos...” v.5 temos que sinceramente reconhecer que no “padrão de qualidade” divino deixamos muito a desejar, precisamos melhorar muito! Porque: “nada podemos contra a verdade, porém, a favor da verdade” v8.
Sabe, apesar de ser crente a bastante tempo, de ser estudante de teologia, pregador, escrever blog, dar palestras, fazer muita coisa, sempre quando paro e passo minha vida pelo crivo dos padrões bíblicos, pelo alto padrão de santidade que Deus requer de cada crente, sinto vergonha de mim mesmo.
“Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós?” v5.
Eis ai o “x”da questão : “Jesus Cristo esta em nós!” e se Ele vive em mim(GALATAS 2.20) o meu jeito de viver não pode seguir o padrão de vida, de fé qualquer de “inferior qualidade”, pois a qualidade da minha fé , da minha vida cristã, não tem só haver em fazer parte de uma igreja, cumprir “obrigações religiosas”, fazer “muita coisa pra Deus”, ma viver uma qualidade, um padrão de vida, de fé , de espiritualidade, que Jesus Cristo viveria!
Será que Jesus Cristo viveria como eu vivo? Faria as coisas que eu faço? Falaria as coisas que eu falo? Namoraria como eu namoro? Negociaria da maneira que eu negocio? Seria a “qualidade” de crente que eu sou?
Sabe amados, se entendêssemos como crentes que a qualidade da nossa fé, da nossa espiritualidade, da nossa vida cristã, é medida segundo o padrão da vida do próprio Cristo, com certeza, não tentaríamos impressionar a Deus com todo nosso “ativismo” religioso e procuraríamos com dedicação e sinceridade viver os ensinos, o padrão de qualidade, de fé, de espiritualidade, de vida que Cristo nos deixou, pois ser cristão ou “crente” é exatamente isso: viver como cristo viveria. Pois Cristo: “... exemplo, para que sigais as suas pisadas”. A Bíblia também nos diz em I João 2.6: “...aquele que diz estar nele, também deve andar como ele andou”.
Qualidade de crente temos sido? “crentes do Paraguai?”, “crentes 1,99 ?” , “crentes quiabo? (que escorregam a toa), que qualidade é a nossa?
Brincadeiras a parte, se quisermos uma espiritualidade, uma vida cristã de “altíssima qualidade”, não tem mistérios: é só seguir o exemplo do mestre!
“... fitando os olhos em Jesus, autor e consumador da nossa fé, o qual, pela alegria que lhe está proposta, suportou a cruz, desprezando a humilhação, e está assentado à direita do trono de Deus.
Considerai, pois aquele que suportou tal contradição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos canseis, desfalecendo em vossas almas.
Ainda não resististes até o sangue, combatendo contra o pecado”. Aos Hebreus 12.1-4.
Se sabemos destas verdades, que tal agora, agente ir e praticar.
Que Graça e o Amor de Deus nos ajude e nos abençoe.
André Senhorino.
sábado, 30 de abril de 2011
ESPERANÇA EM MEIO AO CAOS - PARTE 2
Digo a mim mesmo: a minha porção é o Senhor; portanto, nEle porei minha esperança” v. 24. Jeremias podia ter esperança em meio ao sofrimento, pois a sua esperança estava “ancorada” em Deus, não nas circunstâncias que ele contemplava a sua frente.
Onde esta alicerçada sua fé?, onde esta “ancorada” sua esperança? creio que a dificuldade que muitos de nós temos em crer, em ter esperança em momentos de sofrimento é porque alicerçamos nossa fé no que é material e ancoramos nossas esperanças naquilo que é visível. Por isso a Bíblia nos adverte: “... esperança que se vê não é esperança. Quem espera por aquilo que esta vendo? Mas se esperamos o que ainda não vemos, aguardamo-lo pacientemente”. Rom. 8.24,25.
Lembra-se dos dias nublados, frios e chuvosos? apesar de olharmos o céu coberto de nuvens escuras, de sentir a chuva e o vento frio tocando nossa pele, ainda assim sabemos, que bem acima de toda aquela chuva, daquele frio, acima das negras nuvens, mesmo sem vê-lo, temos a certeza que o sol continua lá: brilhante, irradiando o seu calor.
Para que eu tenha esperanças mesmo em meio ao sofrimento, eu preciso continuar crendo que mesmo que negras nuvens de tribulação cubram minha vida, mesmo que a tempestade e o frio da dor e do sofrimento cortem minha carne; tenho que ter a certeza de fé e esperança de que, acima de tudo, Deus continua sendo Deus, com toda sua glória, irradiando sua graça e misericórdia sobre minha vida.
"O Senhor é Bom para aqueles que cuja esperança esta nEle" v25. "Bom é esperar tranqüilo na salvação do Senhor" v.26 Falar em coisa boa, em tranqüilidade, em meio à dor, destruição, morte, sofrimento? como é possível? não é loucura? não! isto é fé!
Para ter esperança em meio ao sofrimento, como Jeremias, eu preciso crer que:
1- Deus é maior do que o meu sofrimento, que a minha tribulação. É a mão de Deus que redigi a história, Ele não é um mero personagem.
2- O meu Deus é eterno, as tribulações, o sofrimento, não. É o próprio Deus quem promete que um dia Ele mesmo porá um fim a todo sofrimento e nos levara a um Reino onde não haverá “mais choro, sofrimento, nem dor". Por isso esperando nEle, posso ver coisas boas, posso estar tranqüilo, mesmo em meio ao caos, a dor, sofrimento.
Conta-se que um menino que vivia com seu pai num vale, junto a uma grande represa. Todos os dias, o pai ia trabalhar na montanha atrás de sua casa, e retornava com um carrinho de mão cheio de terra."Põe a terra em sacos, filho", mandava o pai. "E empilhe-os em frente a casa". E embora obedecesse, o menino reclamava. Ele estava cheio daquela terra. Quando ele via o que os outros tinham, ficava furioso com eles. "Não é justo", resmungava a si mesmo.
E quando avistava o pai, objetava:
"Eles têm diversão. Eu tenho lama".
O pai sorria, punha o braço nos ombros do garoto e dizia: "Confie em mim, filho. Estou fazendo o que é melhor".
Porém era muito difícil para o menino confiar. Todos os dias o pai trazia o carregamento. Todos os dias o menino enchia os sacos. "Empilhe-os o mais alto que puder", instruía o pai, enquanto saía para buscar mais. E assim o menino enchia os sacos e os empilhava bem alto. Tão alto, que não podia ver além deles.
"Trabalhe duro, filho", disse o pai um dia. "Estamos ficando sem tempo". Enquanto falava, o pai olhava para o céu escuro. O menino fitou as nuvens e voltou-se para indagar sobre elas. Mas então o trovão ecoou e o céu se abriu. A chuva precipitou-se tão forte, que ele mal podia ver o pai através da água.
"Continue empilhando, filho!" E enquanto o fazia, o menino ouviu um forte estrondo.
A água do rio inundou a represa e invadiu a pequena aldeia. Num instante, a maré varreu todas as coisas em seu caminho, mas o dique de lama deu ao menino e ao seu pai o tempo que eles precisavam. "Rápido filho. Siga-me".
Eles correram para o lado da montanha atrás de sua casa, e entraram num túnel. Em questão de momentos eles saíram do outro lado, correram para o alto da montanha, e fizeram uma nova cabana.
"Estaremos seguros aqui", garantiu o pai ao menino.
Somente então o filho compreendeu o que o pai fizera. Ele havia cavado uma saída. Em vez de dar ao filho o que este queria, o pai lhe deu o que ele precisava. Deu-lhe uma passagem segura e um lugar a salvo.
Nunca duvide da misericórdia Divina! por mais que as circunstâncias sejam adversas, não deixe que elas tirem sua esperança no Senhor; Creia como Jeremias: "O Senhor é Bom para aqueles que cuja esperança esta nEle" v25. "Bom é esperar tranqüilo na salvação do Senhor" v.26.
Neste mundo de tanto sofrimento, lutas, incertezas, tribulação. Mantenha sempre em mente esta certeza:
A Misericórdia de Deus nunca falha.Por isso, indepedente das circunstâncias, em Deus podemos sempre ter esperança.
No dia mais claro, ou na noite mais escura, tenha sempre em mente: "as misericórdias do Senhor, são a causa de não sermos consumidos, RENOVAM-SE A CADA MANHÃ, grande é a sua fidelidade!"
Se sabemos desta verdade, que tal nela crer e vivencia-la?
Que as misericordias de Deus te abençõem e te guardem!
André Senhorino.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
ESPERANÇA EM MEIO AO CAOS - PARTE 1
Enchentes vêm e alagam cidades e deixam desabrigados e até mortos; Em um outro lugar, tufões deixam, não só, casas, mas vidas e famílias em destroços; Em outro, chacinas vitimam famílias inteiras; em outro lugar, guerras trazem destruição, dor e desespero a milhares de vidas.
A grande verdade é que no mundo que vivemos, sejam pelos desastres naturais ou através da guerra, violência urbana, ou de outras tribulações da vida, todos nós, sem exceção, estamos sujeitos a sermos alcançados pelo caos, pela dor, pelo sofrimento.
Que o diga o nosso amigo Jó, que a Bíblia afirmar ser um homem: “... reto, justo, temente a Deus e que se desviava do mal” Jó 1.1. Em um momento, ele era o homem mais rico do oriente, com muitas terras, muito gado, empregados e uma bela família, em outro momento, ele se encontra vestido de trapos, sentado sobre cinzas, coberto de feridas, pois havia perdido tudo, até sua saúde.
E é exatamente em momentos como este, quando a dor, a destruição, o sofrimento abate-se sobre nós e que nos perguntamos: apesar de tudo isso, é possível ter esperança?
“as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos destruídos; porque as suas misericórdias não tem fim; renovam-se a cada manhã, grande é a tua fidelidade”. v.v. 22,23.
Alguém já disse que estes versos “são as palavras mais bonitas e esperançosas que já foram ditas em meio a um ambiente de destruição e desespero”. Sim, porque Jeremias ao dizer estas palavras não contemplava um belo jardim florido sob um lindo sol de primavera, mas um cenário de morte e destruição total de Jerusalém, testemunhada sob um cinzento céu.
Então, como ele ainda podia nutrir esperanças?
O que os olhos de Jeremias viam não era vida e, sim, morte; não era beleza, mas destruição; não inspirava esperanças e, sim, desespero; no entanto ele afirma: “quero trazer a memória àquilo que pode dar-me esperança:” v.21. e o que ele queria se lembrar?, que: “as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos destruídos; porque as suas misericórdias não tem fim; renovam-se a cada manhã, grande é a tua fidelidade”. V.v. 22,23. Jeremias não permitiu que o cenário de caos e destruição que seus olhos contemplavam, fizesse sua mente se esquecer dos benefícios, do poder, da grandeza do seu Deus.
Você quer ter esperanças mesmo em meio ao caos? ao sofrimento?, a tribulação? não se esqueça dos benefícios do Senhor, não se esqueça de QUEM DEUS É.
Certo missionário foi enviado a uma missão na ilha de Tobago. No final do dia, estava liderando a adoração numa colônia de leprosos, e indagou se alguém tinha uma canção favorita. Foi então que uma mulher se voltou e ele viu a face mais desfigurada que jamais vira. Ela não tinha orelhas nem nariz. Seus lábios já não existiam. Contudo, ela levantou uma das mãos sem dedos e pediu: "Poderíamos cantar Conta as bênçãos?”.(N.E.: hino 323, do hinario das igrejas Batistas, cuja letra diz: "se da vida as vagas procelosas são, se com desalento julgas tudo vão, conta as muitas bençãos, dize-as de uma vez, ha de ver surpreso,quanto Deus já fez!") O missionário começou a canção, mas não pôde terminá-la. Mais tarde, alguém comentou: "Suponho que você nunca mais será capaz de cantar este hino novamente". Ao que ele respondeu: Não, eu o cantarei novamente. Mas nunca mais da mesma forma.
Apesar de todo o sofrimento, aquela mulher continuava esperançosa e feliz, pois não se esqueceu de “contar as bênçãos”, não se esqueceu do poder, das misericórdias de Deus.
Mesmo que tudo se perca, se destrua, vá ao chão, as misericórdias de Deus sempre permanecerão firmes, elas continuarão de pé a seu favor.Por isso podemos ter esperanças, mesmo em meio ao caos.
CONTINUA AMANHÃ.
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