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segunda-feira, 6 de junho de 2011
VOCÊ SABE COM QUEM ESTA FALANDO?
“E eis que veio um leproso e o adorava, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo”. Mateus 8.2.
“Você sabe com quem esta falando?”, com certeza você já ouviu esta expressão que sempre é dita com um tom de arrogância, de presunção, geralmente por autoridades, medalhões e filhinhos de papai, pessoas que se acham acima do bem e do mal, e que acham que, devido sua condição socioeconômica elevada podem desrespeitar o seu próximo e pisar em leis e autoridades constituídas. Nada mais revoltante!
Porém, em nossos dias esta acontecendo algo mais indignador e revoltante que isso: gente que acha que pode dar ordens a Deus. Pessoas que quando oram, parecem se esquecer “com quem estão falando”.
Existem muitos cristãos hoje, principalmente muitos ministros (ou, pseudoministros), que precisam aprender com este leproso que procurou a Jesus, como devem se dirigir a Deus, como devem se portar na presença de Deus, como devem clamar a Deus.
Aquele leproso sabia que estava diante de alguém que tinha poder para curar.
“... podes tornar-me limpo”, naquela época, qualquer um que fosse diagnosticado com lepra era retirado da convivência em família, impedido de entrar no templo, pois se tornara também cerimonialmente impuro, era banido do convívio em sociedade, ou seja, além da dor e do sofrimento físico, o doente de lepra também sofria com a dor da exclusão, do preconceito, do abandono.
Para aquele leproso Jesus poderia pôr um fim a toda esta dor e sofrimento.
Aquele leproso sabia muito bem a quem ele esta dirigindo aquela suplica.
Aquele leproso sabia que estava diante de alguém digno de toda reverencia e adoração.
O texto nos diz que: “E eis que veio um leproso e o adorava...”, Aquele leproso antes de pedir, adorou, pois a adoração deve anteceder a petição.
Em primeiro lugar devemos, por mais desesperados, por mais necessitados que estejamos, sempre nos aproximar de Deus em atitude de reverência e adoração.
Em nossos dias infelizmente muitos querem pedir (na verdade, parecem exigir!), porém, muito poucos querem e sabem o que é adorar a Deus.
Estamos com igrejas cheias de gente que encaram a Deus apenas como um “provedor de bênçãos” e “solucionador de problemas” e não como um Deus soberano, digno de toda honra, glória, louvor e adoração, definitivamente, não sabem “com quem estão falando”.
Aquele leproso sabia que estava diante de alguém, a quem deveria respeitar Sua Vontade.
A principal lição que muitos crentes hoje precisam aprender com aquele leproso é a submissão à vontade de Deus.
Aquele homem que sofria com aquela terrível doença, tinha fé que Cristo poderia torná-lo limpo, ou seja, curá-lo completamente da lepra, no entanto, deixa bem claro: “... Senhor, se quiseres...”, ele suplicou a Cristo, não ordenou sua cura; ele pediu que fosse feita segundo a vontade de Cristo, não segundo sua própria vontade. Aquele leproso sabia com quem estava falando, por isso, teve reverencia e respeito a vontade de Cristo.
O ensino Bíblico é que orar com fé significa também levar em consideração a vontade do Pai.
“E esta é a confiança que temos nele, que se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve”. I João 5.14.
Na oração do pai-nosso Jesus nos ensina a orar assim: “Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome;
10 venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”.
O próprio Jesus em sua oração no getsemani nos deixa também o exemplo: “E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e pondo-se de joelhos, orava,
42 dizendo: Pai, se queres afasta de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua”.
Este é o ensino da Palavra de Deus: o fato de eu estar orando com fé, não significa que Deus irá fazer as coisas quando eu quero e da maneira que eu quero, mas sempre como Ele (Deus) quer! Deus de maneira alguma é obrigado a agir segundo os cronogramas, segundo protocolos e determinações dos homens, ELE É SENHOR, NÃO O NOSSO EMPREGADO, Pois Deus: “... faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade...” Efésios 1.11.
“Então respondeu Jó ao Senhor:
Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido”. Jó 42.1,2
“Pois o Senhor dos exércitos o determinou, e quem o invalidará? A sua mão estendida está, e quem a fará voltar atrás?”. Isaias 14.27.
Sendo assim, quando formos orar, não nos esqueçamos com quem estamos falando: o Deus que é Soberano em Seus propósitos, em suas vontades, e que não age na hora, dia, local e da maneira “determinada” por homens, mas segundo a soberania de seu próprio querer.
Meu irmão: Deus não age segundo a sua agenda! Então pare de dizer pra Deus o que e como Ele deve agir! ELE NÃO É SEU EMPREGADO!
Então, da próxima vez que você for orar não se esqueça “com quem você esta falando”.
Gostaria de fechar este post com a poesia de um louvor do grupo Logos, que tem o titulo: O Evangelho, e diz o seguinte:
“Eu sinto um verdadeiro espanto em meu coração,
Ao constatar que o evangelho, já mudou;
Quem ontem era servo, agora, acha-se senhor;
E diz a Deus, como Ele tem que ser,
Mas o verdadeiro Evangelho exalta a Deus,
Ele é tão claro como água eu que bebi!
E não se negocia sua essência e poder,
Se camuflado a excelência perderá.
O Evangelho é quem desvenda os nossos olhos,
E desamarra todo nó que já se fez,
Porém ninguém será liberto sem que clame,
Arrependido aos pés de Cristo o Rei dos reis.
O Evangelho mostra ao homem morto em seu pecar,
Sem condições de levantar-se por si só,
A menos que Jesus que é justo o arranque de onde esta
E o justifique e o apresente ao Pai.
Mostra ainda a justiça de um Deus
Que é bem maior que qualquer força ou ficção,
Que não seria injusto se me deixasse perecer
Mas soberano em graça me escolheu!
E É POR ISSO QUE NÃO POSSO ME ESQUECER
SENDO SEU SERVO, NÃO LHE DIGO O QUE FAZER
DETERMINADO HORA OU LUGAR PARA ACONTECER
O QUE SUA VONTADE MOSTRARÁ!”.
Preciso falar mais alguma coisa?
Que a graça e a misericórdia de Deus estejam contigo.
André Senhorino.
E CONFIRA O CLIP DESTE GRANDE LOUVOR DO GRUPO LOGOS.
sábado, 28 de maio de 2011
DEUS REPONDE AS ORAÇÕES?
Como fizemos na semana passada, neste fim de semana, eu gostaria de postar mais um grande sermão de um grande pregador, que prega a Palavra de Deus e segundo o espírito da reforma protestante.
Dwight Lyman Moody , nasceu em 5 de fevereiro de 1837 e faleceu em 22 de Dezembro de 1899, também conhecido como D.L. Moody, foi um grande evangelista ganhador de almas ,americano que fundou a Igreja Moody, a Escola Northfield, a Escola Mount Hermon em Massachusetts (agora chamada Escola Northfield Mount Hermon), o Instituto Bíblico Moody e a Moody Press.
E é com prazer que transcrevo o sermão deste grande servo de Deus!
DEUS REPONDE AS ORAÇÕES?
"Eu suponho que não exista nos lábios cristãos nenhuma palavra tão freqüentemente dita nos dias atuais como a palavra “oração” e que não haja ninguém neste templo, que não pensou muitas vezes durante as últimas quarenta e oito horas na importância de orar.
Durante esta semana de oração, são muitos os que não apenas estão pensando, mas falando a respeito disso. Quando há um interesse especial e um despertamento na comunidade sobre o assunto religioso, então muitos cépticos e infiéis, muitos meros professores de cristianismo – e nós não os julgaremos – começam a falar contra a oração.
Eles dizem: “O Criador deste mundo não vai mudar seus planos por causa dessas orações. O mundo segue em frente. Você não pode persuadir a Deus para mudar Sua mente e Sua conduta”. Você ouve isso de todos os lados. Os jovens convertidos ouvem isto. Eu não tenho dúvidas de que muitos estão vacilando e quando se ajoelham ainda dizem: "De fato Deus responde a oração? Existe algo de verdade nisso?
Eu creio que nesta semana de oração seria muito bom tomar a palavra “oração” e percorrer suas pegadas através da Bíblia. Não vamos ler sobre qualquer outra coisa. Eu penso que vocês ficariam perfeitamente assombrados se eu tomasse a palavra “oração” e contasse onde estão registrados os casos de pessoas orando e Deus respondendo suas orações, na Bíblia.
Muitos acham que são apenas os completamente justos e puros que oram. Mas vocês devem se lembrar daquele que orou desta forma, “ Senhor, lembra-te de mim, quando estiveres em Teu Reino”. Vocês também se lembrarão que Cristo respondeu a oração do ladrão moribundo.
Nós não podemos a não ser concordar que todo homem de Deus citado na Bíblia era um homem de oração. Vocês têm, por isso, uma autoridade e encorajamento para pedir a Deus que ouça suas orações e suas orações em favor de outros, como nós diariamente ensinamos para fazer. Muitos estão surpresos com estes pedidos. Mas muitas mães e pais estão regozijando-se porque eles os enviaram para cá. As orações oferecidas aqui têm sido respondidas e seus filhos têm sido salvos.
Noite passada eu estava mais convicto em minha visão mais do que nunca a respeito do poder da oração. “Isto é muito excitante” alguns dizem, “Apelos sérios só funcionam quando tocam o sentimento das pessoas e movem seus impulsos fazendo-as inquietas e ansiosas.” Agora, por exemplo, não foi nada dito na noite passada digno de menção, e eu nunca estive mais desgostoso comigo mesmo do que no domingo à noite. Parecia como se eu não pudesse pregar o Evangelho, como se minha língua não conseguisse falar. Mas mesmo assim o número de decisões foi extraordinário.
Na noite passada, quando não havia ninguém falando em absoluto, e assim que eu entrei e perguntei se algum decidido poderia seguir-me para dentro da sala de decisão, tomando uns poucos comigo, e esperando voltar e levar mais alguns, quando eu vi estes, o número era tão grande que saí sem dizer de que não precisavam retornar. Vi centenas de decididos na última noite, e houve de 50 a 70 que ainda ficaram de fora, porque tive que fechar a porta, pois seria impossível de atender a todos.
Muitos dos que não estiveram nas reuniões, converteram-se em seus próprios lares. Deus está trabalhando, não nós. Oh! que bom seria se nós pudéssemos continuar com o rosto no pó e cada um de nós ficasse fora do Seu caminho, para deixar apenas Deus trabalhar. Seria bem mais fácil para Ele entrar em cada habitação em Edinburgo, e para convencer e converter dez milhares de almas.
Examinem Filipenses 4:6 “Não estejais inquietos por coisa alguma, mas em tudo dai graças – marquem bem isto: pela oração e súplica, com ações de graças, deixem as vossas petições serem conhecidas diante de Deus. Ele não diz que responderá a todas, mas diz: E a paz de Deus, que excede a todo entendimento, guardará vossos corações e vossas mentes em Jesus Cristo.”
Ele nos diz para fazer nosso querer conhecido, para fazer nossas petições conhecidas dEle, pela oração e súplica. É certo vir e fazer nossas petições conhecidas. Ele nos tem dito para vir e orar pela conversão das almas.
É dito por muitas pessoas que Deus não faz nada de extraordinário em responder orações; que o Deus da natureza continua em frente e nunca muda seus decretos. Leiam em II Reis, os seis primeiros versos do capítulo 20, e vejam: Naqueles dias estava Ezequias doente para morrer. E o profeta Isaías, filho de Amós, veio até ele e disse-lhe: “Assim diz o Senhor, põe a tua casa em ordem, porque tu morrerás e não viverás. Então ele voltou sua face contra a parede e orou ao Senhor, dizendo: Eu imploro a Ti, Ó Senhor, lembra de como andei diante de Ti em verdade e com um coração perfeito, e fiz o que era bom a Tua vista. E Ezequias chorou muitíssimo. E aconteceu que Isaías ainda não tinha saído do meio da corte, quando a palavra do Senhor veio a ele dizendo: Volta e dize a Ezequias, o capitão do meu povo: Assim diz o Senhor, o Deus de Davi, teu pai, Eu ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas, eis que eu sararei a ti, e ao terceiro dia subirás à Casa do Senhor e eu adicionarei aos teus dias mais 15 anos; e Eu livrarei a ti e a esta cidade das mãos do Rei da Assíria; e Eu defenderei esta cidade por amor de Mim, e por amor de meu servo Davi.
Isto não foi uma resposta direta à oração?
Ezequias estava tão somente orando por sua vida; nós estamos reunidos aqui para orar pela vida de outros, e não pelo que é temporal, senão pelo bem estar eterno. Ele não estava orando pela causa de Cristo como nós estamos fazendo, mas nós podemos vir hoje e pedir a Deus para salvar as almas dos homens em nome de Cristo, não em favor de nossa causa, mas pela causa de Seu mui amado Filho. Ele ama exaltar este Filho, e ver Cristo exaltado. Nós podemos entrar na Sua presença agora e pedir a Ele para salvar as almas, que isto vai trazer glória e honra ao Filho do Seu seio, e glória e honra para o Filho, que ele se deleita exaltar. "Eu irei", Ele diz para Ezequias, "Defender a cidade por amor de mim, e por amor de meu servo Davi". Isto é apenas um caso.
Veja também Daniel orando. Foram suas orações que trouxeram de volta os judeus para Jerusalém. Foram suas orações que levaram Nabucodonozor a conhecer o Deus de Israel, e foram elas que trouxeram Gabriel do céu para dizer-lhe que era grandemente mui amado. Ele tinha poder com Deus.
Veja também como Deus respondeu às orações de Jacó e às de Isaque. Por toda a Bíblia nós temos registros de respostas de orações. Seria terrível pensar que Deus não tem prazer em responder orações.
Voltem ao capítulo 20 de II Crônicas. Ali nós lemos que os moabitas, os amonitas e outros subiam contra Josafá; ele estava com medo e se pôs a buscar o Senhor, e que mais tarde Judá se ajuntou também para pedir ajuda ao Senhor. É isto que nós queremos – buscar a Deus não apenas aqui nesta assembléia pública, mas sozinhos. Se você tem um amigo não convertido e está ansioso que ele deveria ser salvo, vá e diga isso em secreto a Jesus, e se a bênção não vier - igual a Josafá - gaste alguns dias em jejum, e oração e se humilhação.
“Se o mal vier sobre nós, como a espada, juízo, pestilência ou fome, nós nos apresentaremos diante desta casa, e na Tua presença e clamaremos diante de Ti em nossa aflição, e então Tu nos ouvirás e nos ajudarás.
Quando eu sair pelas ruas, e vir as terríveis perversidades, e blasfêmias, e embriaguês que estão no meio delas, e parecer tudo escuro, mas eu ainda posso olhar para cima e pensar que Deus pode repreender estas negras ondas do pecado e iniqüidade. Vamos orar para que Deus queira abençoar esta pátria [o Brasil], abençoar e salvar todo o povo [brasileiro]. Seria algo gandioso para nós, mas muito pequeno para Deus. Que o Senhor possa dar-nos fé!"
Mensagem pregada por
Dwight Lyman Moody numa reunião vespertina de oração
em Edinburgo, Escócia, no dia 06 de janeiro de 1874.
Dwight Lyman Moody , nasceu em 5 de fevereiro de 1837 e faleceu em 22 de Dezembro de 1899, também conhecido como D.L. Moody, foi um grande evangelista ganhador de almas ,americano que fundou a Igreja Moody, a Escola Northfield, a Escola Mount Hermon em Massachusetts (agora chamada Escola Northfield Mount Hermon), o Instituto Bíblico Moody e a Moody Press.
E é com prazer que transcrevo o sermão deste grande servo de Deus!
DEUS REPONDE AS ORAÇÕES?
"Eu suponho que não exista nos lábios cristãos nenhuma palavra tão freqüentemente dita nos dias atuais como a palavra “oração” e que não haja ninguém neste templo, que não pensou muitas vezes durante as últimas quarenta e oito horas na importância de orar.
Durante esta semana de oração, são muitos os que não apenas estão pensando, mas falando a respeito disso. Quando há um interesse especial e um despertamento na comunidade sobre o assunto religioso, então muitos cépticos e infiéis, muitos meros professores de cristianismo – e nós não os julgaremos – começam a falar contra a oração.
Eles dizem: “O Criador deste mundo não vai mudar seus planos por causa dessas orações. O mundo segue em frente. Você não pode persuadir a Deus para mudar Sua mente e Sua conduta”. Você ouve isso de todos os lados. Os jovens convertidos ouvem isto. Eu não tenho dúvidas de que muitos estão vacilando e quando se ajoelham ainda dizem: "De fato Deus responde a oração? Existe algo de verdade nisso?
Eu creio que nesta semana de oração seria muito bom tomar a palavra “oração” e percorrer suas pegadas através da Bíblia. Não vamos ler sobre qualquer outra coisa. Eu penso que vocês ficariam perfeitamente assombrados se eu tomasse a palavra “oração” e contasse onde estão registrados os casos de pessoas orando e Deus respondendo suas orações, na Bíblia.
Muitos acham que são apenas os completamente justos e puros que oram. Mas vocês devem se lembrar daquele que orou desta forma, “ Senhor, lembra-te de mim, quando estiveres em Teu Reino”. Vocês também se lembrarão que Cristo respondeu a oração do ladrão moribundo.
Nós não podemos a não ser concordar que todo homem de Deus citado na Bíblia era um homem de oração. Vocês têm, por isso, uma autoridade e encorajamento para pedir a Deus que ouça suas orações e suas orações em favor de outros, como nós diariamente ensinamos para fazer. Muitos estão surpresos com estes pedidos. Mas muitas mães e pais estão regozijando-se porque eles os enviaram para cá. As orações oferecidas aqui têm sido respondidas e seus filhos têm sido salvos.
Noite passada eu estava mais convicto em minha visão mais do que nunca a respeito do poder da oração. “Isto é muito excitante” alguns dizem, “Apelos sérios só funcionam quando tocam o sentimento das pessoas e movem seus impulsos fazendo-as inquietas e ansiosas.” Agora, por exemplo, não foi nada dito na noite passada digno de menção, e eu nunca estive mais desgostoso comigo mesmo do que no domingo à noite. Parecia como se eu não pudesse pregar o Evangelho, como se minha língua não conseguisse falar. Mas mesmo assim o número de decisões foi extraordinário.
Na noite passada, quando não havia ninguém falando em absoluto, e assim que eu entrei e perguntei se algum decidido poderia seguir-me para dentro da sala de decisão, tomando uns poucos comigo, e esperando voltar e levar mais alguns, quando eu vi estes, o número era tão grande que saí sem dizer de que não precisavam retornar. Vi centenas de decididos na última noite, e houve de 50 a 70 que ainda ficaram de fora, porque tive que fechar a porta, pois seria impossível de atender a todos.
Muitos dos que não estiveram nas reuniões, converteram-se em seus próprios lares. Deus está trabalhando, não nós. Oh! que bom seria se nós pudéssemos continuar com o rosto no pó e cada um de nós ficasse fora do Seu caminho, para deixar apenas Deus trabalhar. Seria bem mais fácil para Ele entrar em cada habitação em Edinburgo, e para convencer e converter dez milhares de almas.
Examinem Filipenses 4:6 “Não estejais inquietos por coisa alguma, mas em tudo dai graças – marquem bem isto: pela oração e súplica, com ações de graças, deixem as vossas petições serem conhecidas diante de Deus. Ele não diz que responderá a todas, mas diz: E a paz de Deus, que excede a todo entendimento, guardará vossos corações e vossas mentes em Jesus Cristo.”
Ele nos diz para fazer nosso querer conhecido, para fazer nossas petições conhecidas dEle, pela oração e súplica. É certo vir e fazer nossas petições conhecidas. Ele nos tem dito para vir e orar pela conversão das almas.
É dito por muitas pessoas que Deus não faz nada de extraordinário em responder orações; que o Deus da natureza continua em frente e nunca muda seus decretos. Leiam em II Reis, os seis primeiros versos do capítulo 20, e vejam: Naqueles dias estava Ezequias doente para morrer. E o profeta Isaías, filho de Amós, veio até ele e disse-lhe: “Assim diz o Senhor, põe a tua casa em ordem, porque tu morrerás e não viverás. Então ele voltou sua face contra a parede e orou ao Senhor, dizendo: Eu imploro a Ti, Ó Senhor, lembra de como andei diante de Ti em verdade e com um coração perfeito, e fiz o que era bom a Tua vista. E Ezequias chorou muitíssimo. E aconteceu que Isaías ainda não tinha saído do meio da corte, quando a palavra do Senhor veio a ele dizendo: Volta e dize a Ezequias, o capitão do meu povo: Assim diz o Senhor, o Deus de Davi, teu pai, Eu ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas, eis que eu sararei a ti, e ao terceiro dia subirás à Casa do Senhor e eu adicionarei aos teus dias mais 15 anos; e Eu livrarei a ti e a esta cidade das mãos do Rei da Assíria; e Eu defenderei esta cidade por amor de Mim, e por amor de meu servo Davi.
Isto não foi uma resposta direta à oração?
Ezequias estava tão somente orando por sua vida; nós estamos reunidos aqui para orar pela vida de outros, e não pelo que é temporal, senão pelo bem estar eterno. Ele não estava orando pela causa de Cristo como nós estamos fazendo, mas nós podemos vir hoje e pedir a Deus para salvar as almas dos homens em nome de Cristo, não em favor de nossa causa, mas pela causa de Seu mui amado Filho. Ele ama exaltar este Filho, e ver Cristo exaltado. Nós podemos entrar na Sua presença agora e pedir a Ele para salvar as almas, que isto vai trazer glória e honra ao Filho do Seu seio, e glória e honra para o Filho, que ele se deleita exaltar. "Eu irei", Ele diz para Ezequias, "Defender a cidade por amor de mim, e por amor de meu servo Davi". Isto é apenas um caso.
Veja também Daniel orando. Foram suas orações que trouxeram de volta os judeus para Jerusalém. Foram suas orações que levaram Nabucodonozor a conhecer o Deus de Israel, e foram elas que trouxeram Gabriel do céu para dizer-lhe que era grandemente mui amado. Ele tinha poder com Deus.
Veja também como Deus respondeu às orações de Jacó e às de Isaque. Por toda a Bíblia nós temos registros de respostas de orações. Seria terrível pensar que Deus não tem prazer em responder orações.
Voltem ao capítulo 20 de II Crônicas. Ali nós lemos que os moabitas, os amonitas e outros subiam contra Josafá; ele estava com medo e se pôs a buscar o Senhor, e que mais tarde Judá se ajuntou também para pedir ajuda ao Senhor. É isto que nós queremos – buscar a Deus não apenas aqui nesta assembléia pública, mas sozinhos. Se você tem um amigo não convertido e está ansioso que ele deveria ser salvo, vá e diga isso em secreto a Jesus, e se a bênção não vier - igual a Josafá - gaste alguns dias em jejum, e oração e se humilhação.
“Se o mal vier sobre nós, como a espada, juízo, pestilência ou fome, nós nos apresentaremos diante desta casa, e na Tua presença e clamaremos diante de Ti em nossa aflição, e então Tu nos ouvirás e nos ajudarás.
Quando eu sair pelas ruas, e vir as terríveis perversidades, e blasfêmias, e embriaguês que estão no meio delas, e parecer tudo escuro, mas eu ainda posso olhar para cima e pensar que Deus pode repreender estas negras ondas do pecado e iniqüidade. Vamos orar para que Deus queira abençoar esta pátria [o Brasil], abençoar e salvar todo o povo [brasileiro]. Seria algo gandioso para nós, mas muito pequeno para Deus. Que o Senhor possa dar-nos fé!"
Mensagem pregada por
Dwight Lyman Moody numa reunião vespertina de oração
em Edinburgo, Escócia, no dia 06 de janeiro de 1874.
sábado, 14 de maio de 2011
ORAÇÃO À LUZ DA BÍBLIA-PARTE FINAL
6- “... e não nos deixe cair em tentação, mas livrá-nos do mal...” v.13.
Chegamos ao fim de nossa série de estudos sobre oração.
Aprendemos durante toda esta semana lições preciosas sobre esta poderosa ferramenta de comunhão com o Pai, através da oração do Pai nosso.
Jesus nos ensinou que devemos chegar ao Pai com uma atitude de temor, reverencia e adoração(v,9), aprendemos também que a oração é um ato de submissão a soberania, aos propósitos, a vontade do Reino dos céus(v.10,13b).
Através desta oração, Cristo também nos ensinou que ao pedirmos algo ao Pai em oração (v.11) devemos pedir o que realmente precisamos, baseando-se sempre no principio do contentamento, da não cobiça, das prioridades corretas e da completa dependência de Deus.
Aprendemos também que não existe vida de oração eficiente, sem a pratica do perdão(v.v.12,14,15). Oração é comunhão com Deus, e esta comunhão não pode existir, se não pedimos perdão de nossos pecados e se não sabemos perdoar.
E a ultima lição que o Pai nosso nos deixa fala sobre tentação e mal: “... não nos deixe cair em tentação, mas livrá-nos do mal (ou, do maligno). V.13”.
Como não cair em tentação e ser livre do mal (ou do maligno)?
Resposta: vivendo todos os princípios que aprendemos anteriormente no Pai nosso! Pois, se estou em comunhão com o Pai constantemente em oração, em uma atitude de adoração, de santificação de Seu Nome, de submissão ao Seu Reino e a Sua Vontade, de contentamento, de pratica do perdão, com certeza, o Pai me guardará de cair em tentação e me livrara do mal, do maligno.
Tenha certeza de uma coisa: tão vital para nós quanto o pão de cada dia, o “perdão nosso de cada dia” é a graça diária de Deus para nos guardar de tropeçar e nos livrar do mal! E vemos o agir desta graça através da comunhão com o Pai, também através da oração.
Espero que depois desta serie de estudos, assim como aconteceu comigo, você nunca mais possa enxergar, ler, recitar a oração do Pai nosso da mesma forma.
Também desejo que a sua vida de oração nunca mais seja a mesma. Que ela deixe de ser um mero exercício religioso frio, mecânico e enfadonho e torne-se uma viva, dinâmica e deliciosa atividade de comunhão com o nosso Deus Pai!
Que tudo que aprendemos juntos esta semana possa se tornar realidade em nosso dia-a-dia.
A Deus toda Glória!
Até a próxima!
André Senhorino.
QUE O VIDEO ABAIXO, SEJA SUA ORAÇÃO A DEUS NESTE DIA!
sexta-feira, 13 de maio de 2011
ORAÇÃO À LUZ DA BÍBLIA-PARTE 5-PARA ORAR É PRECISO SABER PERDOAR! “... perdoa as nossas dividas assim como perdoamos os nossos devedores”. V.12
Chegamos ao versículo 12 onde Jesus nos ensina sobre a pratica do perdão. Eu gosto muito da versão da Bíblia que traduz este verso usando a expressão “perdoa as nossas dividas”, ao invés da palavra “ofensa”, pois além de crer que seja uma tradução mais fiel ao original da escritura sagrada, também traduza mais fielmente a realidade do que Cristo queria nos ensinar: o pecado é como uma divida para com Deus. Mas graças a Deus esta divida é paga na cruz do calvário. “... 13 e a vós, quando estáveis mortos nos vossos delitos e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-nos todos os delitos; 14 e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz; ” Colossenses 2.13,14. Aleluia! É maravilhoso saber que Cristo pegou a “nota promissória” com nossas dividas de pecado, a qual nunca poderíamos pagar, pagou-a com seu próprio sangue, encravou-a na cruz e exclamou: Está consumado! Está paga! As passadas, presentes e futuras, por isso, hoje podemos orar ao Pai pedindo: “perdoa as nossas dividas”. No entanto este ensino tem um outro lado: “... assim como também perdoamos os nossos devedores”. Cristo pagou por nós na cruz uma divida imensurável, por isso, também temos a obrigação de perdoar os nossos ofensores, os nossos “devedores”. O ensino de Jesus em Mateus 18.23-35 ilustra-nos muito bem isso: “... Por isso o reino dos céus é comparado a um rei que quis tomar contas a seus servos; 24 e, tendo começado a tomá-las, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos; 25 mas não tendo ele com que pagar, ordenou seu senhor que fossem vendidos, ele, sua mulher, seus filhos, e tudo o que tinha, e que se pagasse a dívida. 26 Então aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, tem paciência comigo, que tudo te pagarei. 27 O senhor daquele servo, pois, movido de compaixão, soltou-o, e perdoou-lhe a dívida. 28 Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem denários; e, segurando-o, o sufocava, dizendo: Paga o que me deves. 29 Então o seu companheiro, caindo-lhe aos pés, rogava-lhe, dizendo: Tem paciência comigo, que te pagarei. 30 Ele, porém, não quis; antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. 31 Vendo, pois, os seus conservos o que acontecera, contristaram-se grandemente, e foram revelar tudo isso ao seu senhor. 32 Então o seu senhor, chamando-o á sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste; 33 não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, assim como eu tive compaixão de ti? 34 E, indignado, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia. 35 Assim vos fará meu Pai celestial, se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão”. Esta parábola é um ensino completo sobre a pratica do perdão: o rei (Deus) perdoou-nos uma divida impagável, 10.000 talentos, um talento equivalia cerca de 6.000 denários, para você ter uma idéia, um denario por dia era o que ganhava um servo, faça as contas e veja quando dias ele teria que trabalhar para pagar sua divida com o rei! Assim também, mesmo que tentássemos pagar nossa divida fazendo o bem todos os dias, nunca conseguiríamos pagar nossa divida para com Deus. Na parábola, no entanto, o servo que foi perdoado daquela divida impagável, ao encontrar um conservo que lhe devia míseros 100 denários, não quis perdoá-lo! Este quadro indignante que nos pinta esta parábola é uma realidade que temos diariamente na vida de muitos que buscam o nosso Pai em oração, fomos perdoados de uma divida de pecado que, para nós, seria impagável, porém, não queremos perdoar as “mixarias” que nossos irmãos nos devem! Mas assim como o rei da parábola, Jesus é categórico ao nos afirmar na oração do Pai nosso: “... 14 Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; 15 se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas”. Tão essencial quanto o "pão nosso de cada dia" é o "perdão nosso de cada dia", precisamos arrependidos, confessar diariamente ao Pai os nossos pecados. Pois o coração regenerado não pode conviver com o pecado e confessa-o diariamente, mas também, tem prazer de dia-a-dia liberar o perdão assim como somos perdoados pelo Pai. A Bíblia nos ensina que não existe uma verdadeira vida de oração sem o exercício do perdão. Pois oração é comunhão com Deus, é não podemos ter verdadeira comunhão com Ele se não nos arrependermos de nossos pecados e também não sabemos perdoar os nossos ofensores. Sem receio, afirmo que a prova cabal se somos ou não convertidos regenerados, é quando somos confrontados com o exercício do perdão, principalmente quando precisamos perdoar.
VEJA O VIDEO ABAIXO, E MEDITE NA LETRA DESTA CANÇÃO.
VEJA O VIDEO ABAIXO, E MEDITE NA LETRA DESTA CANÇÃO.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
ORAÇÃO Á LUZ DA BÍBLIA-PARTE 3- ORAÇÃO COMO SUBMISSÃO AO REINO.
3- “... venha o teu Reino, seja feita tua vontade, aqui na terra como nos céus...”. v 10.
O que Jesus quis dizer com “... venha o teu reino...” ?, Muitos crentes quando ouvem a expressão “reinos dos céus”, imaginam, equivocadamente, que ela se refira simplesmente ao local para onde iremos depois que morrermos.
Mas, o que é um reino?
Quando falamos em reino, pensamos em poder, autoridade, domínio, controle, soberania.
Muitos de nós, ao que parece, pensamos, erroneamente, que o Domínio, o poder, a autoridade absoluta de Deus restringe-se ao céu, e que aqui na terra quem “manda e desmanda” é o homem e Deus tem que abaixar a cabeça e aceitar, porém, quando Jesus voltar e for todo mundo para “o reino dos céus” aí, a coisa vai ser diferente! Deus ira reinar absolutamente!
Se este é o teu pensamento, você esta redondamente enganado!
Jesus aqui ora ao Pai e diz: “... seja feita tua vontade, aqui na terra como nos céus...” Deus reina nos céus e TAMBÉM aqui na terra! A sua vontade é ABSOLUTAMENTE atendida nós céus e TAMBÉM aqui na terra! O próprio Jesus declara em Mateus 28.18:”...todo poder foi-me dado NOS CÉUS E NA TERRA..” , por isso, se quero dobrar os meus joelhos para orar sem, sem me dobrar primeiro a esta realidade, estou cometendo o pecado da rebeldia, da insubordinação.
Pois, quando eu dobro meus joelhos e oro pedindo: “... venha o teu reino, seja feita tua vontade aqui na terra como nos céus...” estou reconhecendo e aceitando a soberania, o controle, o domínio, a autoridade, o poder do Reino dos céus em minha vida.
Creio que a razão de muitos crentes não se dedicarem a uma vida de oração é que, embora queiram ir morar com Deus nos céus, não querem se sujeitar à soberania, à vontade do Reino de Deus, aqui na terra.
Quantos de nós, quando vamos tomar uma decisão, consultamos a Deus (quando consultamos!) como ultima opção? Quando enfrentamos problemas, e muitos graves, só buscamos a Deus como ultimo recurso? E diante disso pergunto: o Reino de Deus esta sendo Soberano, tem tido autoridade, domínio, controle em minha vida, aqui na terra?
Imaginem se um embaixador britânico fizesse escolhas e tomasse decisões importantes, até com perigo de comprometer a diplomacia do Reino Unido com outro país, e não consultasse a sua rainha? No mínimo, seria demitido!
E quantos de nós, que nos consideramos cidadãos do Reino dos céus, fazemos escolhas, tomamos decisões, atitudes, muitas com perigo de comprometer o Reino de Deus e, em nenhum momento, dobramos nossos joelhos para consultar ao nosso Pai que esta nos céus para saber qual a sua vontade, quais sãos os propósitos do Reino para aquele determinado assunto?
Cristo nos deixou um exemplo precioso de submissão à soberania do Reino dos céus, quando no getsemani, em agonia orava ao Pai: “... Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres”. Mateus 26.39.
A DIFERENÇA ENTRE O JUSTO E O IMPIO, É QUE O JUSTO, NA TERRA, SE SUBMETE A SOBERANIA DO REINO DOS CÉUS; ENQUANTO O IMPIO, DA TERRA, QUER GOVERNAR TODAS AS COISAS, INCLUSIVE AS QUE ESTÃO NOS CÉUS. (SALMOS 73.9,11).
Creio que muitos crentes para entenderem a realidade do reino de Deus, aqui na terra, precisem passar pela mesma experiência pela qual passou Nabucodonozor: “... E serás expulso do meio dos homens, e a tua morada será com os animais do campo; far-te-ão comer erva como os bois, e passar-se-ão sete tempos sobre ti, até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer”.
“... Mas ao fim daqueles dias eu, Nabucodonozor, levantei ao céu os meus olhos, e voltou a mim o meu entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre; porque o seu domínio é um domínio sempiterno, e o seu reino é de geração em geração.
E todos os moradores da terra são reputados em nada; e segundo a sua vontade ele opera no exército do céu e entre os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?”. Daniel 4.32,34, 35.
Próxima vez que for orar, se pergunte: posso fazer esta declaração: “... venha o teu Reino, seja feita tua vontade aqui na terra como nos céus...” ?
O exercício da oração, longe de ser um mero ato de obrigação religiosa, é uma atitude de adoração e reconhecimento da soberania do Reino dos céus em minha vida, aqui na terra.
“... porque teu é o Reino, o poder e a Glória para sempre. Amém”. v.13b
CONTINUA AMANHÃ...
terça-feira, 10 de maio de 2011
ORAÇÃO Á LUZ DA BÍBLIA- Parte 2: Santificando o Nome de Deus.
2- “... santificado seja o teu nome...” v. 9b
Aqui Jesus nos ensina que para uma oração eficaz o nome do Pai precisa ser santificado.
O que isto quer dizer? Santificado. O significado aqui é "seja
Reverenciado e tratado como santo".
Como cristãos, já reparou quantas coisas com as quais nos relacionamos e que levam o Santo Nome de Deus?
-Somos filhos de Deus.
-Vamos à Casa de Deus.
-Temos a Palavra de Deus.
-Somos igreja de Deus.
-Somos do Reino de Deus.
Todas estas coisas levam o Santo Nome de Deus, agora, a questão é: estou santificando estas coisas com as minhas atitudes, ou as trato como qualquer coisa?
O que acontece conosco é que, muitas vezes, apesar de nos chamarmos filhos de Deus, de nos considerar como igreja de Deus, freqüentarmos a Casa de Deus, de ler e ouvir a Palavra de Deus, convivermos com coisas concernentes ao Reino de Deus, não damos o devido valor, o devido peso de santidade que todas estas coisas que levam o Santo nome de Deus deveriam ter.
Quer alguns exemplos? Então vamos a eles!
Quantos de nós temos tempo para tudo, até para o supérfluo, mas não encontramos tempo para falar com Deus em oração e ler a Palavra de Deus?
Quantos de nós, não freqüentamos e não nos envolvemos, como deveríamos, com a Casa de Deus? Quantos de nós abrimos a boca para falar maravilhas de pessoas incrédulas, sem nenhum compromisso com o Reino de Deus, e, no entanto, parece que só vemos defeitos e só abrimos a boca para criticar aqueles que estão dentro da Casa de Deus e são Igreja de Deus? (me refiro também a aquela frasezinha satânica: ”tem incrédulo que é melhor que muito crente!”, a verdade é que quem fala isso nunca entendeu realmente o que é ser crente em Cristo!).
Será que alguém que trata com tanto descaso, menosprezo tudo isso que leva o Santo Nome de Deus, pode orar e declarar: “... Pai Nosso... SANTIFICADO seja o teu Nome...” ?.
É impressionante, como tratamos tudo aquilo que leva o Santo Nome de Deus de qualquer maneira, profanado-o, e mesmo assim queremos (e muitas vezes exigimos!) que o Pai responda nossas orações.
No entanto, II Crônicas 7.14, o Nosso Pai deixa bem claro que “não é bem assim que a banda toca”.
“... e se o meu povo, que se chama pelo meu Nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se desviar dos seus maus caminhos, ENTÃO eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”.
A próxima vez que formos orar, nos façamos a seguinte pergunta: estou santificando o Nome de Deus com a minha vida e nas coisas que levam o Santo Nome de Deus?
CONTINUA AMANHÃ...
segunda-feira, 9 de maio de 2011
ORAÇÃO Á LUZ DA BÍBLIA. MATEUS 6.9-14
Gostaria nesta semana, se Deus assim nos permitir, estar desenvolvendo com vocês em nosso blog uma série de estudos sobre oração, baseados na “oração do Pai nosso”.
A oração de Jesus registrada no sermão da montanha, que nós convencionamos chamar de “oração do pai nosso”, longe de ser uma mera reza para ser repetida de maneira mística e, até mesmo, como um amuleto supersticioso, é uma rica fonte de ensino que o nosso Senhor nos deixou para nos instruir como usar este instrumento tão poderoso que temos ao nosso alcance: a oração.
Analisemos estão as lições do Pai Nosso.
1- “... Pai nosso que estas nos céus...” v.9.
Jesus começa nos ensinando que a oração deve ser um momento de adoração, de comunhão, de um relacionamento pessoal com o Pai celestial.
Nunca devemos nos dirigir a Deus em oração, como se estivéssemos indo na “birosca do seu Manoel” comprar um quilo de farinha.
Já reparou como muitos de nós agimos quando vamos ao comercio?
Muitas vezes, não damos nem um “bom dia”, ou “boa tarde”, ou um “boa noite” para quem nos atende, muitas vezes, mal olhamos para o rosto do atendente, tudo o que nos interessa, é levar para casa o que precisamos, o que desejamos.
Sabe porque? Por que a nossa relação naquele momento é puramente comercial, uma “relação de consumo”, e não uma relação de conhecimento e afetividade pessoal.
Isto ilustra muito bem, a atitude com a qual, muitos de nós, vamos a presença de Deus em oração: não com uma atitude de adoração e busca de relacionamento pessoal com o Pai, de conversa, de comunhão, de adoração, mas sim, com uma “lista de supermercado”, com nossas necessidades e desejos.
Parece que a oração tornou-se um momento, não de um relacionamento pessoal com o “... Pai nosso que esta nos céus...”, mas pura e simplesmente uma “reunião de negócios”, um momento de uma “relação de consumo” com o meu fornecedor.
Jesus nos ensina no começo desta oração modelo que, ao orarmos, o foco principal deve estar na pessoa de Deus, não em nossos interesses e necessidades, por mais importantes e urgentes que estes sejam.
Já reparou nos evangelhos, como as pessoas, por mais necessitadas e desesperadas que estivessem, se dirigiam a Jesus?
“E eis que veio um leproso, o adorou e disse: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo”. Mateus 8.2
“... eis que chegou um chefe da sinagoga e o adorou, e disse: Minha filha acaba de falecer; mas vem, impõe-lhe a tua mão, e ela viverá”.Mateus 9.18
Qual o fato comum entre estes dois exemplos?
Resposta: eles reverenciaram Jesus em adoração e, só depois, colocaram diante dele suas necessidades, seus interesses.
Infelizmente em nossos dias, nossas igrejas estão cheias de gente que tratam a oração, não como um instrumento de uma busca de relacionamento pessoal com o pai, porém, como uma mera ferramenta mística para manipulação do celestial a serviço de seus desejos e interesses pessoais.
“O filho honra o pai, e o servo ao seu senhor; se eu, pois, sou pai, onde está a minha honra? e se eu sou Senhor, onde está o respeito de mim? diz o Senhor dos exércitos...” Malaquias 1.6.
Com que tipo de atitude, você tem entrada na presença do Pai em oração?
A oração deve ser um momento de relacionamento pessoal com o Pai que esta nos céus, em espírito de reverencia e adoração, e não uma mera ida ao quitandeiro.
CONTINUA AMANHÃ...
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