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quarta-feira, 11 de maio de 2011

ORAÇÃO Á LUZ DA BÍBLIA-PARTE 3- ORAÇÃO COMO SUBMISSÃO AO REINO.

3- “... venha o teu Reino, seja feita tua vontade, aqui na terra como nos céus...”. v 10.

O que Jesus quis dizer com “... venha o teu reino...” ?, Muitos crentes quando ouvem a expressão “reinos dos céus”, imaginam, equivocadamente, que ela se refira simplesmente ao local para onde iremos depois que morrermos.
Mas, o que é um reino?
Quando falamos em reino, pensamos em poder, autoridade, domínio, controle, soberania.
Muitos de nós, ao que parece, pensamos, erroneamente, que o Domínio, o poder, a autoridade absoluta de Deus restringe-se ao céu, e que aqui na terra quem “manda e desmanda” é o homem e Deus tem que abaixar a cabeça e aceitar, porém, quando Jesus voltar e for todo mundo para “o reino dos céus” aí, a coisa vai ser diferente! Deus ira reinar absolutamente!
Se este é o teu pensamento, você esta redondamente enganado!
Jesus aqui ora ao Pai e diz: “... seja feita tua vontade, aqui na terra como nos céus...”  Deus reina nos céus e TAMBÉM aqui na terra! A sua vontade é ABSOLUTAMENTE atendida nós céus e TAMBÉM aqui na terra! O próprio Jesus declara em Mateus 28.18:”...todo poder foi-me dado NOS CÉUS E NA TERRA..” , por isso, se quero dobrar os meus joelhos para orar sem, sem me dobrar primeiro a esta realidade, estou cometendo o pecado da rebeldia, da insubordinação.
Pois, quando eu dobro meus joelhos e oro pedindo: “... venha o teu reino, seja feita tua vontade aqui na terra como nos céus...” estou reconhecendo e aceitando a soberania, o controle, o domínio, a autoridade, o poder do Reino dos céus em minha vida.
Creio que a razão de muitos crentes não se dedicarem a uma vida de oração é que, embora queiram ir morar com Deus nos céus, não querem se sujeitar à soberania, à vontade do Reino de Deus, aqui na terra.
Quantos de nós, quando vamos tomar uma decisão, consultamos a Deus (quando consultamos!) como ultima opção? Quando enfrentamos problemas, e muitos graves, só buscamos a Deus como ultimo recurso? E diante disso pergunto: o Reino de Deus esta sendo Soberano, tem tido autoridade, domínio, controle em minha vida, aqui na terra?
Imaginem se um embaixador britânico fizesse escolhas e tomasse decisões importantes, até com perigo de comprometer a diplomacia do Reino Unido com outro país, e não consultasse a sua rainha? No mínimo, seria demitido!
E quantos de nós, que nos consideramos cidadãos do Reino dos céus, fazemos escolhas, tomamos decisões, atitudes, muitas com perigo de comprometer o Reino de Deus e, em nenhum momento, dobramos nossos joelhos para consultar ao nosso Pai que esta nos céus para saber qual a sua vontade, quais sãos os propósitos do Reino para aquele determinado assunto?
Cristo nos deixou um exemplo precioso de submissão à soberania do Reino dos céus, quando no getsemani, em agonia orava ao Pai: “... Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres”. Mateus 26.39.

A DIFERENÇA ENTRE O JUSTO E O IMPIO, É QUE O JUSTO, NA TERRA, SE SUBMETE A SOBERANIA DO REINO DOS CÉUS; ENQUANTO O IMPIO, DA TERRA, QUER GOVERNAR TODAS AS COISAS, INCLUSIVE AS QUE ESTÃO NOS CÉUS. (SALMOS 73.9,11).

Creio que muitos crentes para entenderem a realidade do reino de Deus, aqui na terra, precisem passar pela mesma experiência pela qual passou Nabucodonozor: “... E serás expulso do meio dos homens, e a tua morada será com os animais do campo; far-te-ão comer erva como os bois, e passar-se-ão sete tempos sobre ti, até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer”.
 “... Mas ao fim daqueles dias eu, Nabucodonozor, levantei ao céu os meus olhos, e voltou a mim o meu entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre; porque o seu domínio é um domínio sempiterno, e o seu reino é de geração em geração.
E todos os moradores da terra são reputados em nada; e segundo a sua vontade ele opera no exército do céu e entre os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?”.  Daniel 4.32,34, 35.

Próxima vez que for orar, se pergunte: posso fazer esta declaração: “... venha o teu Reino, seja feita tua vontade aqui na terra como nos céus...” ?
O exercício da oração, longe de ser um mero ato de obrigação religiosa, é uma atitude de adoração e reconhecimento da soberania do Reino dos céus em minha vida, aqui na terra.
“... porque teu é o Reino, o poder e a Glória para sempre. Amém”. v.13b

CONTINUA AMANHÃ...


quinta-feira, 28 de abril de 2011

JESUS, O CAMELODRÓMO E O “CHOQUE DE ORDEM”.

13 Estando próxima a páscoa dos judeus, Jesus subiu a Jerusalém.
14 E achou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas, e também os cambistas ali sentados;
15 e tendo feito um azorrague de cordas, lançou todos fora do templo, bem como as ovelhas e os bois; e espalhou o dinheiro dos cambistas, e virou-lhes as mesas;
16 e disse aos que vendiam as pombas: Tirem daqui estas coisas; não faça da casa de meu Pai casa de negócio.
17 Lembraram-se então os seus discípulos de que está escrito: O zelo da tua casa me devorará. JOÃO 2:13-17.


Aqui no Rio, o atual prefeito, Eduardo Paes, logo no inicio de sua gestão, criou uma operação contra o comercio ilegal e outras desordens sociais, conhecida como “choque de ordem”, sabe, eu estou desconfiado que o nosso prefeito deve ter tirado a idéia para criar esta operação deste texto bíblico! Por que vamos aos fatos: o texto nos conta que Jesus foi ao templo para o culto, e ao chegar lá, encontra o pátio do templo transformado num verdadeiro “camelódromo” (explicando que, naquela época as pessoas cultuavam a Deus no pátio do templo pois, no templo propriamente dito, só podiam entrar os sacerdotes para oferecer os sacrifícios), eis ai a primeira “desordem”, o lugar reservado para as pessoas cultuarem a Deus havia sido tomado como lugar para comercialização!
A outra “desordem” é que devido o sistema de culto judaico ainda ser sacrificial (ou seja, as pessoas prestavam seu culto, obtinham comunhão com Deus, através do sacrifício de animais puros, sadios, sem defeito físico), muitos encontravam dificuldades, pois os sacerdotes só aceitavam como animais perfeitos para o sacrifício aqueles comprados no (camelódromo) templo e, diga-se de passagem, nada barato!. Outra pratica existente e que dificultava o acesso do povo ao culto a Deus era o cambio, os cultuantes que precisavam apresentar ofertas em dinheiro teriam que fazer o cambio de sua moeda pela moeda do templo, pois só estas eram aceitas para as ofertas e para pagar o “imposto do templo”.
Eram estes tipos de praticas, que nos faz entender o porque da indignação de Jesus e o por que suas atitudes tão radicais, fazendo ali um “choque de ordem” no templo, pois o “cultuar a Deus” havia se tornado algo extremamente caro para os cultuantes e extremamente lucrativo para os principais e sacerdotes, a casa de Deus havia deixado de ser, de fato, um local de oração, de Culto e busca a Deus, para se tornar uma “casa de negócio” v. 16.
E diante disso, convido você a fazer comigo a seguinte reflexão: se Jesus, hoje, neste século 21, voltasse a terra para “fiscalizar” nossos templos, o que ele encontraria? Creio que um estado parecido, ou pior, do que ele viu no templo em Jerusalém.
Pois, você há de concordar comigo que, assim como no templo de Jerusalém, está ficando um tanto quanto “caro” hoje em dia “cultuar” a Deus.
Um dia desses na televisão, um “profeta” prometia liberar três “unções” especiais por R$ 2,011 Reais, pois estamos em 2011!(é, agora também tem numerologia gospel!), curas e milagres então? Não saem por menos de R$ 50,00, por cada reunião!(no mínimo, sete!).
E diante de tudo isso, me pergunto: o que está  acontecendo? Será que a política neoliberal chegou também ao Reino de Deus, e foi “privatizado” o poder de Deus, por alguns grupos de religiosos, de maneira que, se eu preciso de uma cura, um milagre, uma unção, um operar de Deus na minha vida, família, saúde, na minha alma, eu preciso “pagar” por isso? Sim por que é um pagamento! Não é ofertar! Pois a partir do momento que eu predetermino um valor para oferta, prometendo algo em troca, isso deixa de ser um ato de ofertar e passa a ser um ato de negociação, de “barganha”, e com as coisas de Deus não se negociam, não se barganham! “... Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria.”
 II Corintios 9.7, isso é que é ofertar! E a esses Deus ama e verdadeiramente abençoa!
Cristo não dá autoridade ou autorização a nenhum ministro ou denominaçãoevangelica de "negociar" as coisas de Deus!  O próprio Jesus nos fala em Mateus 10:7,8 : “...e indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus.
8 Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai.”,  é o próprio Jesus que nos afirma: curas, milagres, pregação do Reino é gratuita, não se pode “negociar”com estas coisas! Ou Jesus esta errado?
E o que Jesus faria se estivesse hoje aqui e contemplasse toda esta “desordem” no meio, chamado, evangélico? Com certeza faria um outro “choque de ordem” como fez no templo em Jerusalém. No entanto, a questão é: o que eu estou fazendo? Não estou aqui aconselhando ninguém a sair por ai chicoteando pessoas, ou invadir templos e quebrar tudo, mas quero levar você a seguinte reflexão: o que eu tenho buscado toda vez que entro em um templo? Buscado comunhão, vida de compromisso, de consagração e santidade diante de Deus? Ou apenas as “bênçãos” que Ele tem a me oferecer, mesmo que eu tenha que “pagar” por elas? O que eu tenho pregado e praticado, tem sido para promover o Reino de Deus ou para promover o “reino” particular de determinado ministro, de determinada denominação? Eu sou um cidadão do Reino de Deus, remido, lavado, regenerado dos meus pecados pelo sangue de Jesus, ou sou mais um mero "adepto” da religião evangélica e que “aderi” a ela, não por que me senti pecador e necessitado de salvação, mas por que de alguma forma nela sou “abençoado”?
Para concluir, quero dizer que, sim!, precisamos hoje de um “choque de ordem” no meio, chamado, evangélico, mas esse “choque de ordem”só acontecera quando compreendermos a verdadeira natureza do que é o evangelho: “...1 Ora, eu vos lembro, irmãos, o evangelho que já vos anunciei; o qual também recebestes, e no qual perseverais,
2 pelo qual também sois salvos, se é que o conservais tal como vo-lo anunciei; se não é que crestes em vão.
3 Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras;
4 que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras;”
I CORINTIOS 15: 1-4., o conteúdo da verdadeira mensagem evangélica tem que ser esta.
Evangelho é Poder de Deus para salvação de almas: “ ...Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê;...” Romanos 1:16.
O Reino de Deus não é um Reino materialista: “... porque o Reino de Deus não consiste no comer e no beber, mas na justiça, na paz, e na alegria no Espírito Santo”. Romanos 14.17
Portanto, paremos de encarar o evangelho, o Reino de Deus como coisas meramente materiais, coisas que podem ser “pagas” ou “compradas”, e devolvamos a Casa de Deus o seu status de casa de oração (lugar para se buscar, adorar a Deus) e não continuemos a tratá-la como  “casa de negócio” (um local aonde vou meramente “buscar minha benção” mesmo “pagando” por ela).
A única maneira de darmos um “choque de ordem” no meio evangélico é abominando, não compactuando com as mensagens e praticas que estão por ai “mercadejando” o evangelho, e pregando ensinado e vivendo a verdadeira mensagem do evangelho de Cristo tal qual Ele nos ensinou e deixou seu exemplo.
Se sabemos destas verdades, que tal, agora,ir e pratica-las?.
Que a Graça, a Paz e a Verdade de Cristo estejam com vocês!
André Senhorino.